A RELIGIÃO CRIA DEPENDENTE, MAS O EVANGELHO CRIA DEPENDÊNCIA.

11:30Apenas Evangelho

Leiam Gálatas 4: 1-20

















por Sandro VS


A liberdade é um dos temas mais surrados em nossos dias, mas, por incrível que possa parecer, mesmo em nosso tempo ainda existem nações que não desfrutam desta tão básica conquista. 


Mas, a liberdade que Paulo fala aqui,vai para além desta liberdade que se busca hoje, isto porque, quando o apóstolo fala de liberdade, e em outros textos, ele a trata não como uma conquista, mas sim como um estado permanente daquele que foi conquistado por ela. 

Tendo isto em mente, para explicar melhor o que quer dizer com liberdade, ele faz então uma analogia entre a infância e a idade adulta de um herdeiro. Uma criança, mesmo sendo herdeira de tudo que a família possuía, não podia tomar decisões acerca de nada, mas ao contrário, vivia sob os cuidados de um tutor, que, no texto grego, literalmente significa “supervisor”, ou seja, vivia como um escravo. Portanto, até chegar a idade adulta, esta mesma criança que um dia iria se tornar proprietária de tudo, vivia supervisionada. 

Ao aplicar esta analogia, Paulo diz que tanto a Lei quanto qualquer religião, por mais rudimentar que seja, serviram apenas como estes supervisores que poderiam indicar um caminho a maior idade. Porém em Cristo, tanto as religiões quanto a Lei, prescreveram-se, pois a liberdade inerente à idade adulta tornou, enfim, o “herdeiro/escravo” FILHO, e, portanto LIVRE. 

Então, diante do retrocesso dos gálatas, a pergunta não poderia ser outra senão: “Se Deus vos fez conhecer, em Cristo, toda esta liberdade que só o filho possui, porque vocês agora querem voltar à supervisão fraca e pobre da Lei ou da religião caduca que vocês antes possuíam?”. Pois os gálatas haviam voltado aos princípios infantis das religiões e da Lei, como fazer distinções entre dias e dias, meses e meses e anos e anos por exemplo. 

Paulo então exemplifica o que esta querendo dizer lembrando uma situação que estava viva ainda na memória dos gálatas. Ele os faz recordar que por causa deles ele mesmo se fez gentio, pois tinha abandonado os privilégios de seu povo para viver perseguido por eles, tinha rompido com as tradições nas quais tinha sido criado, e assim, em suma, converteu-se em um deles, portanto, era pedir muito agora que não se tornassem judeus? Que tivessem a mesma disposição dele? 

Lembra também como eles tinham o recebido mesmo tendo todos os motivos para não fazê-lo, pois Paulo, não se sabe se sempre ou apenas nesta ocasião, contraiu uma enfermidade que se evidenciava exteriormente. A expressão “não me desprezastes e nem me rejeitastes” (vers. 14) significa literalmente “não me cuspistes”. Talvez esta seja uma referência a uma atitude que se tomava no mundo antigo quando se estava diante de um epilético. Se assim for a enfermidade a que Paulo se refere o fazia debater-se em dores até ficar prostrado. 

A pergunta seguinte “onde esta a vossa alegria?” sugere o que os judaizantes estavam fazendo ao impor a religião novamente entre eles, isto é, em nome do legalismo estavam perdendo o amor simples e sincero com que haviam sido conquistados por Cristo. 

O perigo da religião consiste exatamente nisto, pois, com aparência sutil de piedade, ela se impõe em nome de regras e doutrinas para criar dependentes que não respondem a única reivindicação do Evangelho de Deus em Cristo: que vivamos livres, tendo como limite desta liberdade apenas a dependência ao amor de Deus com que fomos conquistados em Cristo no Evangelho. 

Assim, é APENAS no EVANGELHO que chegamos à idade adulta, e isso para viver a liberdade do filho, que nunca deixara de amar simplesmente porque sempre dependerá do amor do Pai.


Soli Deo Glória!

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