Estudo

OS OFÍCIOS DE CRISTO.

13:38Apenas Evangelho

por Flávio Santos

A obra de Cristo pode ser entendida com mais profundidade a partir do entendimento dos Seus ofícios – Rei, Profeta e Sacerdote. 

Os ofícios de Cristo demonstram que Ele é o mediador entre Deus e os homens. Estes títulos são baseados nas figuras do Rei, Profeta e Sacerdote do Antigo Testamento. 

1. CRISTO COMO REI. 

a) O Rei no Antigo Testamento. 

O rei no Antigo Testamento era uma figura que governava seu povo em uma estrutura física e política. 

b) Características do Seu Reino. 

- É um Reino espiritual. O Reino do qual Cristo é Rei, é conhecido como Reino dos Céus e Reino de Deus, mostrando o seu caráter espiritual. Mt 13.11; Mc 4.10 

- É um Reino eterno. Cristo não é o Rei de um reino político e passageiro como eram os reis do AT, mas de um reino que não é deste mundo Jo 8.36, um reino eterno. Lc 1.33 

- É um Reino presente e futuro. O Reino de Cristo é um reino que está presente espiritualmente entre os homens Mt 12.28, mas, também, é futuro, no sentido de que os homens farão parte dele na eternidade. Mt 7.21 

- É um Reino que está entre os homens arrependidos. É um reino que está entre os homens que atendem ao chamado de Cristo para se arrepender dos seus pecados e crer nas boas novas. Mc 1.15; Mt 4.17 

2. CRISTO COMO PROFETA. 

a) Profeta no Antigo Testamento. 

O profeta do Antigo Testamento era o homem que recebia a palavra de Deus por meio de visões, sonhos e, até mesmo, pelas palavras do próprio Senhor e levava com fidelidade ao povo. Era uma espécie de mediador entre Deus e os homens. Dt 18.17-19; Is 6.1-9 

Os profetas do AT eram um tipo do grande Profeta que viria – Jesus Cristo. 

b) Profeta no Novo Testamento. 

O profeta do Novo Testamento é alguém que profere a Palavra de Deus aos homens. É alguém que está a serviço de Deus, é aquele que tem a mensagem de Deus recebida por revelação. 

Estas figuras tanto no AT quanto no NT tem a função de revelar por meio da profecia a vontade de Deus ao povo por meio da pregação. 

c) A obra de Cristo como Profeta. 

Cristo é tanto um profeta quanto a própria profecia, pois o AT profetizava apontando para Sua Pessoa e Obra. Is 53 

Cristo tanto pregava a palavra de Deus quanto era a própria pregação da Palavra, pois a Palavra eterna de Deus se fez carne. Jo 1.1-3 

Cristo sabia que era o Profeta de Deus. Lc 13. 31-34, que falava a mensagem de Deus. Jo 8.26-28, e que predizia o futuro. Mt 24.3-35 

O Espírito ungiu a Cristo para ser Profeta. Lc 4.17-19 

A Obra de Cristo como Profeta, tanto pela pregação quanto pelo exemplo de vida está nas páginas do NT. 

3. CRISTO COMO SACERDOTE. 

a) O sacerdote no Antigo Testamento. 

O sacerdote no AT era o homem que falava do povo a Deus e o apresentava a Deus por meio dos sacrifícios e ofertas no templo. Era um homem que deveria ser ungido, consagrado e santificado para apresentar o povo a Deus. Ex 28.41 

b) A obra de Cristo como Sacerdote. 

Enquanto os sacerdotes do AT ofereciam sacrifícios imperfeitos e regulares, que não resolviam o problema do pecado, Cristo, como Sacerdote, apresentou-se a si mesmo como sacrifício perfeito e de uma vez por todas em favor do homem. Hb 1.3; 7.24-28 

Jesus era tanto o Ofertante quanto a Oferta, por isso alcançou a salvação para o homem. 

c) O que a obra sacerdotal proporcionou ao homem? 

1º. Expiação. Hb 2.17 
2º. Reconciliação. Ef 2.16; Cl 2.20 
3º. Intercessão. 1 Tm 2.5 

CONCLUSÃO: 

Cristo, como Rei, reina sobre as nossas vidas, é o Senhor que nos governa em tudo. Cristo como Profeta, é Aquele que nos transmitiu a Palavra de Deus por meio de Sua vida nos deixando no Evangelho a grande profecia de Deus para nossas vidas. Cristo como Sacerdote, se apresentou a Deus como Sacrifício para nossa expiação e reconciliação e, também, para interceder por nós junto ao Pai. 

Conhecer a Obra de Cristo pelos seus ofícios, incentiva-nos a realizar a Sua Obra como verdadeiros reis na terra, representando a Sua realeza entre os homens. Incentiva-nos a profetizar em verdade, fidelidade e sinceridade a palavra de Deus entre os homens para que o Espírito Santo efetue a Obra de Cristo nos seus corações. E, Incentiva-nos, como sacerdotes, oferecer as nossas vidas no santo dos santos como sacrifícios vivos e aceitáveis a Deus e apresentar, em oração, os corações dos homens para que encontrem o Rei, Profeta e Sacerdote que morreu na Cruz para nos salvar. 

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