O VERDADEIRO ESBANJADOR.

13:27Apenas Evangelho

Leiam Lucas 15: 11-32



















por Sandro VS

PRÓDIGO: 1. Que despende com excesso; dissipador, esbanjador. 2. Que dá, distribui, faz ou emprega profusamente e sem dificuldade. (Novo dicionário Aurélio) 

O contexto desta seção de parábolas sugeridas por Jesus é bem claro: "Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para ouvi-lo. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles", (Lucas 15:1-2) assim, o que motivou Jesus a propor estas comparações foi a crítica dos religiosos de sua época. 

No cabeçalho deste texto em nossas bíblias lemos a tão conhecida descrição: "A parábola do filho pródigo". É bom salientar que estes cabeçalhos dos textos bíblicos não são inspirados pelo Espírito Santo, mas sim existem para facilitar o manuseio dos livros, assim sendo, vemos que alguém achou que a narração salientava apenas um dos filhos e deduziu isto a partir de uma particularidade do jovem, seu surto por esbanjamento. 

Porém, a narrativa exibe claramente a história de um pai com os seus dois filhos e o faz dentro de um propósito já citado acima, ou seja, refutar a crítica dos religiosos. Assim o que o texto ostenta é o esbanjamento de três realidades. 

Primeiro, o esbanjamento da inconsequência pecaminosa, que se deixa governar pelos seus prazeres, exibida no filho mais jovem que desperdiçou toda a sua herança de modo totalmente irresponsável, a este podemos associar os que se aproximavam de Jesus. 

Segundo, o esbanjamento da justiça própria, que não cabe dentro da alma religiosa, exibida no filho mais velho que não recua um milímetro em nada para reivindicar sua suposta recompensa por tanta devoção, a este podemos associar os escribas e fariseus. 

Terceiro, o esbanjamento do amor, que é derramado abundantemente em todas as direções, exibida na figura do pai bondoso que não sonega afeto e está pronto a receber os filhos sem sufocá-los, a este podemos associar o que Deus revelou em Cristo Jesus, AMOR

O filho mais moço representa o DESPERDÍCIO de uma vida longe de Deus e voltada para o pecado, o filho mais velho representa uma POUPANÇA de méritos de uma existência também longe de Deus e voltada para si mesmo. 

O pai representa a libertação de tudo isto, ou seja, o AMOR

Amor que não teme perder a quem ama e jamais abandona o objeto de sua devoção, pois foi no chiqueiro que o rapaz se viu enlaçado pelos braços ocultos do amor de seu pai e assim não houve outra razão que o motivasse a regressar se não este amor. 

Amor que não alimenta expectativas erradas acerca de sua devoção, pois foi na indignação religiosa do filho mais velho, que não aceitava, por parte de seu pai, tamanha demostração de afeto a um dissoluto sem antes corresponder obrigatoriamente à sua fidelidade beata e fanática, que o pai demonstrou que seu amor nunca foi merecido por nenhum dos dois, mas oferecido a ambos igualmente e sem reservas. 

Enquanto um pede sua herança e a esbanja toda para encontrar um amor que nunca poderia ser repartido, o outro, que nunca usufruiu da sua parte, encontra um amor que vale muito mais que mil heranças. 

O mesmo amor que acolhe o falido como se fosse um vencedor, derruba o presunçoso para abraça-lo na falência dos seus méritos. 

Quem vive APENAS o EVANGELHO encontra este excesso, este sobejo, este esbanjamento, enfim, esta redundância de AMOR Daquele que o distribui como um gasto excessivo e dissoluto para todas as direções. 

Soli Deo Glória! 

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